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O Simbólico, o Imaginário e o Real: retomando o texto de 1953

  • Foto do escritor: Artur Linck
    Artur Linck
  • há 9 horas
  • 12 min de leitura

É reconhecido entre os psicanalistas que o texto da conferência de Lacan, intitulada “O Simbólico, o Imaginário e o Real”, dada em 1953, faz parte daquele conjunto de escritos fundamentais que demarcam a posição da psicanálise lacaniana em relação a outras correntes psicanalíticas. É aqui que Lacan nos legou um dos referenciais de seu retorno a Freud e que só adquire seu alcance e importância em conjunto com outros elementos da teoria. “Os seus três”, como ele posteriormente irá chamar, irá acompanhá-lo durante toda a sua elucubração, tendo seu ponto de chegada alcançado no seu encontro com o nó borromeu. É no nó que o psicanalista francês consegue teorizar a relação que os três registros possuem entre si, algo que durante boa parte de sua teoria foi tentado de várias formas.

Ao retomar esta conferência recentemente, cujo contexto não me recordo, me deparei com alguns pontos que outras vezes me escaparam aos olhos. Estava com uma das versões que tenho disponível fisicamente e cuja tradução foi feita por um cartel na APPOA e publicada em forma de livro destinado só para membros. Infelizmente não há indicações de ano da publicação e nem a partir de qual versão foi feita a tradução. Estes detalhes vistos nesta versão me fizeram ir atrás de outras versões que conhecia para fazer uma comparação e o que me espantou foi que nenhuma delas converge no estabelecimento de determinadas partes do texto. Com isso em mãos, remeti a questão desse achado para a psicanalista Lígia Gomes Víctora e ela a relançou para que eu pudesse apresentá-la em um dos nossos seminários “Formalização da Psicanálise através das Matemáticas”, sob sua coordenação. Fiquei surpreso com as divergências encontradas e com a quantidade de versões dessa conferência. Mas antes de expor as questões em si, ao escrever este registro, também me dei conta do lugar dessa conferência na história da psicanálise e achei interessante fazer pelo menos uma pequena contextualização histórica do seu surgimento.


capa cadernos lacan appoa
Capa da publicação dos Cadernos Lacan

A psicanálise do pós-guerra, nos anos 40 e 50 do século 20, já sem a presença física de Freud, falecido em 1939, contava de maneira cada vez mais proeminente com a presença norte-americana em suas vias teóricas e políticas. Quando lemos mais sobre a história do movimento psicanalítico, é fácil notar o quanto os eventos históricos, sociais, religiosos, políticos, econômicos (e outros que não imaginamos enfileirar aqui) tiveram sua influência no desenrolar do estabelecimento da psicanálise no mundo. O conhecido embate entre os defensores da análise praticada somente por médicos e os que defendiam a análise leiga (incluindo Freud) proporcionou uma rixa entre as sociedades psicanalíticas norte-americanas e europeias. Este ponto e outros fatores são importantes para nos darmos conta do quanto muitas mudanças e novas contribuições teóricas por vezes não são puramente teóricas. O entrelaçamento do homem Freud com os mais diversos eventos e atores de sua vida e seu tempo possui influência na sequência que esse pode dar ao seu desenvolvimento teórico. Apenas para citar alguns exemplos, conhecemos a troca de correspondências entre Freud e Einstein que originou a publicação do texto “Porque a Guerra?” de 1932, assim como a importância do “Psicologia das massas e análise do eu”, de 1921, para pensar a ascensão do nazi-fascimo, e o quanto os conflitos mundiais puderam contribuir para que o psicanalista vienense introduzisse o conceito de pulsão de morte em “Além do princípio do prazer”, de 1920.

O cenário entre guerras conta a história de uma Europa em ebulição, conflitos e divergências. A derrota da Alemanha na Primeira Guerra Mundial, o tratado de Versalhes, que a condenou veementemente, e diversos outros desdobramentos do conflito podem ser colocados como alguns dos fatores determinantes da eclosão da Segunda Guerra Mundial. Ao lermos as contribuições de Elisabeth Roudinesco em seus dois tomos de “História da Psicanálise na França”, podemos nos surpreender com como esses conflitos se entrelaçaram nos rumos da Psicanálise, desde a fundação da IPA, as dissidências e durezas dos primeiros tempos do movimento freudiano.

O fortalecimento geopolítico norte-americano após os dois grandes conflitos mundiais também não deixou de alçar seus tentáculos na psicanálise. É inclusive interessante notar que o alemão, língua materna de Freud, passou a ser vítima de abominação nesse período, como nos coloca Roudinesco:


Como as nações vencidas, as sociedades psicanalíticas dilaceraram-se entre si por intermédio dos grandes congressos internacionais. Emanciparam-se do gueto vienense para cair sob a tutela do liberalismo ocidental. Após a partida de Eitingon para a Palestina e a emigração dos judeus para o Ocidente, Jones se tornaria uma espécie de árbitro do movimento psicanalítico. Geriria as questões do Velho Continente segundo a ótica pragmática do Novo Mundo. Foi o tempo da psicanálise "útil", democratizada, adaptada à utilização do "geníus locí". Cada nação fabricava sua teoria "pro domo et pro patría", enquanto os ideais da América triunfante repeliam os das minorias rivais. A língua inglesa tornou-se universal nos congressos, jornais e publicações, enquanto a língua germânica tornou-se vergonhosa, tal como os vencidos de além-Reno. O humor anglo-saxão, o joke, suplantou o Witz. (ROUDINESCO, p.140, 1988).

Não por acaso, reconhecidos nomes de psicanalistas da ego-psychology se destacaram na produção teórica e política nessa época, lendo e interpretando o texto freudiano em sintonia com os valores americanos. Ainda conforme Roudinesco:


A psicanálise "à americana" sonhava com o desaparecimento possível de todas as doenças, fossem elas mentais ou corporais. A teoria do ego forte ou autônomo seria o instrumento dessa política. Querer libertar o homem da morte através do voluntarismo da consciência levou também a querer libertá-lo de suas fantasias ou de suas pulsões assassinas, mantendo a psicanálise subordinada aos ideais da medicina. Na APA que dominou a IPA, a caça aos marginais e aos estrangeiros, bem como a afirmação de um código padronizado da prática, testemunharam a adesão do movimento norte-americano aos princípios de um conformismo que reproduzia os valores sanitários do higienismo. Assim compreendemos porque a técnica analítica se transformou em "análise das resistências”. (ROUDINESCO, P.160, 1988).

É também nessa época que Jacques Lacan inicia o seu retorno a Freud e tece duras críticas a essa leitura da psicanálise, já que preconizava princípios que eram muito contraditórios aos pressupostos legados por Freud e sua teoria do inconsciente. Nesse sentido é que a lógica de seu retorno a Freud se coloca: é um retorno aos princípios que Freud nos deixou, algo de que, aos olhos de Lacan, a psicanálise americana estava há muito desviada. Não sem conflitos a história de Lacan no movimento psicanalítico se deu, como bem sabemos. Seus embates não só com a escola americana, mas com seus próprios colegas franceses, a respeito da duração das sessões das análises e da formação dos analistas, foram também marcantes em seu destino.

E é nesse contexto teórico-histórico-político que é proferida por Lacan, ocasião da inauguração das atividades da Sociedade Francesa de Psicanálise (SFP), a conferência de 8 de julho de 1953, intitulada “O Simbólico, o Imaginário e o Real”. É uma conferência de inauguração porque, na época, Lacan e outros analistas haviam rompido com a Sociedade Psicanalítica de Paris (SPP) e assim fundaram a SFP. Como já dito anteriormente, a conferência pode ser considerada como um dos grandes textos lacanianos que permeia toda sua trajetória teórica. Introduzindo os três registros como sendo essenciais da realidade humana, Lacan se interroga sobre o que se coloca em jogo na análise: “O que é esta experiência, singular entre todas, que vai trazer para estes sujeitos transformações tão profundas? Quais são elas? O que as impulsiona?” (LACAN, p.85, sem data). Recupera a dimensão da importância da fala ou o que chama de “experiência da palavra” na psicanálise, sublinhando a dimensão simbólica como essencial para o homem.

E é já no final de sua argumentação que ele expõe uma tentativa de relação entre Simbólico, Imaginário e Real, escrevendo uma formalização do que poderia ser uma análise do início ao fim. E é aqui que minhas interrogações se iniciaram, evidenciando uma incongruência entre algumas das versões a que tive acesso e comparadas entre si.

Quero lembrar que inicialmente eu tinha em mãos a cópia física da tradução feita na APPOA “Cadernos Lacan - 1ª parte”, onde constam vários textos traduzidos do psicanalista francês e que é conhecida por muitos que circulam pela instituição e seus eventos, pois ainda está à venda. Nesta tradução encontramos o encadeamento de tal formalização feita por Lacan na página 103:


rS - rI - iI - iR - iS - sS - Si - SR - iR - rS. (LACAN, p.103, sem data)


O autor escreve pares de letras, onde a primeira é uma ação/verbo e a outra se refere a um dos três registros. Não irei esmiuçar cada um desses pares aqui, mas para exemplificar, ele diz que toda a análise se inicia por rS: realizar o Símbolo. “O analista é um personagem simbólico como tal. É a este título que vocês vão encontrá-lo, desde que ele seja, ao mesmo tempo, o símbolo por ele mesmo de onipotência, e que é ele mesmo já uma autoridade, o mestre.” (LACAN, p.103, sem data).

E assim ele vai passando por cada um dos pares e colocando suas implicações durante uma análise. Mas de onde ele irá tirar essa sequência e ordenamento de letras? Elas se encadeiam a partir do quê? Na versão em questão, na página 104, temos o seguinte esquema que nos dá uma pista:


esquema o simbólico, o imaginário e o real

Este esquema é uma chave importante para podermos analisar as diferenças do sequenciamento de letras com que me deparei na leitura das versões que eu tinha disponíveis do texto. Como foi uma conferência proferida por Lacan, não sabemos se na ocasião ele tinha exposto este esquema aos presentes. Há, no entanto, alguns indícios no texto que podem remeter ao esquema, sendo um deles indicado por Ricardo Rodriguez Ponte em sua versão crítica do texto em espanhol através de uma nota de rodapé (LACAN, 2009). Na nota em questão, ele menciona que na seguinte passagem podemos ter essa evidência: “O que a constitui na experiência analítica? Por enquanto, eu a coloco num círculo.” (LACAN, p.103, sem data). Essa referência de Lacan ao “círculo” diz respeito ao passo de imaginação da imagem (iI), que, como veremos no esquema mais completo adiante, seria o passo 3 onde a flecha retorna sobre si mesma no polo Imaginário. Além disso, entendo que quando Lacan fala mais adiante: “E não pode ser diferentemente, pois se o analista é humanamente válido, isto só pode ser circular. E uma análise pode compreender várias vezes esse ciclo.” (LACAN, p.104, sem data) também poderia nos remeter ao fato de que o psicanalista teria em mãos o esquema citado.

Tomado de curiosidade e fazendo algo que seguidamente faço em outras oportunidades, procuro por outras versões do texto para saber como está notado o esquema circular de Lacan. Logo lembro do site Pas Tout Lacan que é muito completo nesse quesito e lá encontro a versão da conferência.Procurando diretamente a passagem do encadeamento de letras, me deparei com a seguinte versão:


rS – rI – iI – iR – iS – sS – SI – SR – iR – rS. (LACAN, 1953) 


Percebo também que o esquema tem mais referências do que o último exposto:


grafo de formalização da cadeia RSI

Fazendo um pequeno parêntese: Interessante registrar que esta versão se baseia na que consta no Boletim da Associação Freudiana de 1982, nº 1. Pesquisando se havia cópia online dele pela internet, me deparei com dois registros relevantes, sem saber qual o original: um no site da Associação Lacaniana Internacional e outro que consta numa página chamada “Arsmagica” que tem uma cópia dos “Actes du Congrès de Rome” de 1956, que saiu na “Psychanalyse : Revue de la Société Française de Psychanalyse”. Consultando a primeira cópia, não há qualquer esquema. Já na última cópia citada, o esquema não consta como tal, mas há outro tipo de esquematização:


matriz de formação do esquema RSI

Junto a ele há a seguinte nota explicativa: “A sequência de termos proposta por Lacan é simplesmente a sequência de combinações aos pares das três letras I, R, S, sendo a primeira sempre escrita em minúscula. Essa sequência é obtida utilizando o método da árvore” (LACAN, p.25, 1982).[1] Entendo que, apesar de serem grafados diferentemente, ambos possuem a mesma estrutura entre si.

Seguindo na segunda versão: Aqui ele passa a ser um grafo orientado, onde temos os passos numerados dos movimentos da montagem dos pares de letras e orientações por setas. O segundo esqueminha, logo abaixo, nos mostra um padrão dos movimentos e, se seguirmos os mesmos, vemos que irão se desenhando os pares de letras, mas até certo ponto! Comparando as sequências de pares que temos até agora, notamos que não há um padrão entre elas de letras minúsculas e maiúsculas. Seguindo esses passos orientados, temos:

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10 =1

rS

rI

iI

iR

iS

sS

sI

sR

rR

rS

É visível que além das discordâncias entre letras minúsculas e maiúsculas (especialmente no passo 7), comparando os dois esquemas que temos com este gerado pelo grafo, o passo 9 (rR), realizar o Real, não existe em ambas as versões citadas até aqui:

Versão APPOA:

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10 =1

rS

rI

iI

iR

iS

sS

Si

SR

iR

rS


Versão Pas tout Lacan: 

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10 =1

rS

rI

iI

iR

iS

sS

SI

SR

iR

rS

Tanto na versão (APPOA) como na segunda versão consultada (Pas tout Lacan), no passo 9, ele é substituído por iR, algo que não confirmamos seguindo o grafo. Na versão APPOA o passo rR, além de não aparecer no sequenciamento formalizado, também não o encontramos no texto. Já na versão Pas Tout Lacan, durante o texto, este passo é colocado como rR, diferentemente do que é notado no sequenciamento.Neste trecho é mencionado que há uma parte faltante no discurso de Lacan, o que nos deixaria sem qualquer palavra sobre isso. Porém, mais adiante, o psicanalista irá falar um pouco mais:

O rR é seu trabalho, designado impropriamente sob o termo desta famosa “neutralidade benevolente” da qual falamos a torto e a direito, e que quer simplesmente dizer que, para um analista, todas as realidades, em suma, são equivalentes; que são todas realidades. Isto parte da idéia de que tudo que é real é racional, e inversamente (LACAN, p.12, 1953).

É importante notar que nesta mesma parte do texto, na versão APPOA, o rR é substituído por rS, algo específico dessa versão que não aparece em nenhuma outra.

Intrigado com essas diferenças, lembro de outra importante tradução crítica feita pelo psicanalista argentino Ricardo E. Rodríguez Ponte, disponível no site Lacantera Freudiana (LACAN, 2009) e já citada anteriormente. Nessa magnífica versão, ele conta com nada menos do que 7 versões da conferência em sua bibliografia (algumas delas utilizadas aqui) e de modo oportuno, vai nos expondo as contradições e diferenças das mesmas, algo que julgo muito rico e interessante para a pesquisa. Aqui no meio do texto temos a versão do grafo conforme última figura e no final temos esse belo complemento, algo que corrobora o equívoco encontrado:


passo a passo do grafo de formação do esquema RSI

Nesta versão temos o encadeamento coerente com o grafo:

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10 =1

rS

rI

iI

iR

iS

sS

sI

sR

rR

rS

É também respeitado um padrão de letras minúsculas para a posição 1 do par (ação) e letra maiúscula da posição 2, como sendo a do registro. O tradutor portenho ainda menciona que, para confirmar a notação “maiúsculas/minúsculas”, se reportou a passagens do Seminário 2 onde Lacan faz referência a sua conferência. Na parte do texto onde Lacan irá falar do passo 9 (rR), temos uma nota de rodapé: “Aqui, em PEC, uma parte manuscrita, e depois riscada; em PTL, a indicação de um texto faltante; nada em AFI nem em JAM/S.” (LACAN, p.28, 2009)[2][3].

  • Mas essa nota de rodapé me lembra de outra versão traduzida para português que temos disponível do texto, estabelecida por Jacques-Alain Miller e contida no pequeno livrinho “Nomes-do-pai”. E aqui, para a nossa surpresa, temos (LACAN, p.39, 2005):

1

2

3

4

5

6

7

8

9

rS

rI

iS

sS

SI

SR

rR

rS


Ele inclui a dupla rR e o coloca no passo 7, mas exclui a iI que estaria no passo 3, deixando o encadeamento com 8 passos. Na parte do texto onde Lacan iria falar sobre o realizar o Real (rR), simplesmente o texto segue, sem qualquer referência da parte faltante apontada nas outras duas versões anteriores. Miller também não coloca qualquer referência do grafo orientado. É também importante ressaltar que todas as versões que eu tinha disponíveis, exceto a da APPOA, são inseridas uma transcrição da discussão feita por Lacan com os psicanalistas presentes a respeito do que fora exposto e que enriquece ainda mais o texto.

Assim, temos então 4 versões de textos e 4 versões distintas do encadeamento:

Versão APPOA:

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10 =1

rS

rI

iI

iR

iS

sS

Si

SR

iR

rS

Versão Pas tout Lacan: 


1

2

3

4

5

6

7

8

9

10 =1

rS

rI

iI

iR

iS

sS

SI

SR

iR

rS


Versão Lacantera Freudiana: 

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10 =1

rS

rI

iI

iR

iS

sS

sI

sR

rR

rS

Versão JAM:

1

2

3

4

5

6

7

8

9

rS

rI

iS

sS

SI

SR

rR

rS


Após esse pequeno recorrido de pesquisa, e que espero não tenha ficado confuso para o leitor que me acompanhou até aqui, algumas questões se colocaram: As diferenças encontradas seriam apenas erros de digitação? Por que o passo rR é vítima desse equívoco em algumas versões? Qual o motivo do grafo não ser respeitado na elaboração das duplas? O que esses tropeços podem sugerir? E uma questão importante: Por que será que esses pontos passaram batidos em nossas leituras anteriores dessa conferência?

Essas são apenas algumas perguntas que surgem e, se for possível, poderei escrever mais sobre seus desdobramentos posteriormente. De qualquer forma, um primeiro desdobramento disso tudo é que considero que seria interessante que a versão disponível que temos na APPOA fosse revista e ampliada, já que ela ainda é vendida e pode ser tomada como referência em algum trabalho. Nela, além dos equívocos e partes faltantes, não temos qual a versão utilizada para a tradução pelo cartel, muito menos o ano em que foi feito o trabalho. Também considero que seria interessante que os participantes que fizeram parte do cartel de tradução na época pudessem dar alguma contribuição sobre essas questões encontradas e que talvez trariam alguma luz às diferenças encontradas.



REFERÊNCIAS

LACAN, Jacques. O Simbólico, o Imaginário e o Real. In: Cadernos Lacan 1° parte. Porto Alegre: Associação Psicanalítica de Porto Alegre. Sem data

LACAN, Jacques. Le Simbolique, l'Imaginaire et le Réel. Pas Tout Lacan. 1953. Disponível em: https://ecole-lacanienne.net/wp-content/uploads/2016/04/1953-07-08.pdf

LACAN, Jacques. Le Simbolique, l'Imaginaire et le Réel. In:Bulletin de l’Association Freudienne, 1982, n° 1. Disponível em: https://www.arsmagica.fr/sites/default/files/Textes/Jacques_Lacan_reel_symbolique_imaginaire_1953.pdf

LACAN, Jacques. Lo Simbólico, lo Imaginário e lo Real.Tradução de Ricardo E. Rodriguez Pontes. Lacantera Freudiana. 2009 Disponível em: https://www.lacanterafreudiana.com.ar/2.5.1.4%20%20%20LO%20SIMB,%20LO%20IMAG%20Y%20LO%20REAL,%201953..pdf

LACAN, Jacques. O Simbólico, o Imaginário e o Real. In: LACAN, Jacques. Nomes-do-Pai. Rio de Janeiro. Jorge Zahar, 2005.

ROUDINESCO, Elizabeth. História da Psicanálise na França - A batalha dos cem anos, volume 2: 1925-1985. Rio de Janeiro. Jorge Zahar, 1988.

                                                                               

 

[1]Tradução feita pelo autor

[2] Tradução feita pelo autor

[3] Para consultar as siglas das fontes, sugere-se consultar o artigo original disponível on-line e citado nas referências.


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